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Porque criei o NAS Ranger

A história por trás do NAS Ranger. Uma ferramenta de ficheiros para NAS que não depende da marca do NAS, das suas apps ou das atualizações de firmware. Escrita em Rust, por isso rápida, segura e muito leve. Sem limite de ficheiros, com uma eclusa de triagem na importação e limpeza de duplicados em massa.


Já existem muitas ferramentas que encontram ficheiros duplicados, então porquê criar mais uma? Porque antes de escrever a primeira linha do NAS Ranger, procurei, e experimentei muitas. De cada vez, a mesma desilusão: demasiado pesadas, demasiado lentas assim que a biblioteca cresce, muitas vezes demasiado caras para o que faziam. E sobretudo quase nunca multiplataforma, quando eu passo todos os dias do Windows para o macOS para falar com os mesmos NAS. E todas tropeçavam num último detalhe: os meus ficheiros não vivem no meu computador, vivem num NAS, atrás de uma pasta partilhada na rede. As apps integradas, quando o fabricante as oferece, ficam presas à sua marca e aos seus tetos. E as boas ferramentas generalistas são pensadas para um disco local, muitas vezes para a linha de comandos. Eu queria uma ferramenta que falasse SMB diretamente, que corresse em qualquer computador e que nunca destruísse nada sem a minha autorização. Não a encontrei, por isso construí-a. Os seus ficheiros são seus, o seu NAS é apenas armazenamento, e uma ferramenta deveria funcionar da mesma forma em todo o lado.

Uma ferramenta, qualquer NAS, qualquer computador

Alguns fabricantes de NAS entregam as suas próprias apps, e elas só correm nos seus equipamentos. Outros NAS não trazem qualquer ferramenta integrada. Em ambos os casos, no dia em que muda de marca, ou usa um Synology em casa e um QNAP no escritório, nada o acompanha. Ao NAS Ranger não interessa o logótipo na caixa. Fala SMB, o protocolo de partilha de ficheiros ativo em quase todos os NAS. Por isso comporta-se da mesma forma em Synology, QNAP, UGREEN, TrueNAS ou uma simples pasta Samba. E corre de forma nativa em Windows, macOS e Linux. Foi esse o ponto que me decidiu: uso Windows e macOS todos os dias, frente aos mesmos NAS, e estava farto de ter uma ferramenta decente de um lado e nada do outro. Mesma app, mesmos hábitos, seja qual for o ecrã à sua frente.

Sem ser refém das atualizações de firmware

Uma ferramenta instalada no NAS muda com o NAS. Uma atualização de firmware pode reorganizar os menus, retirar uma função ou alterar um comportamento de que dependia. O NAS Ranger segue o caminho inverso. Corre no seu computador e só precisa de uma pasta partilhada na rede para se ligar. Nada é instalado no NAS, por isso uma atualização de DSM, QTS ou TrueNAS não lhe pode tirar a ferramenta. É você que decide se e quando algo muda.

Escrito em Rust, por isso rápido e seguro

Escolhi Rust de propósito. Depois de ferramentas que se arrastavam e devoravam a memória à primeira pasta grande, queria o contrário. A linguagem dá a velocidade do código de baixo nível com sólidas garantias de segurança de memória. É exatamente o que eu queria para um programa que mexe em milhares de ficheiros que não pode dar-se ao luxo de perder. A app arranca depressa e consome pouca memória, mesmo quando percorre uma biblioteca muito grande. Sem serviços em segundo plano, sem conta para criar, sem idas e voltas à nuvem. Tudo acontece entre o seu computador e o seu NAS.

Sem limite de ficheiros

Muitas ferramentas põem um teto algures. Uma versão gratuita limitada aqui, um relatório com fronteiras ali: o Analisador de armazenamento da Synology, por exemplo, para nos 5.000 duplicados por relatório. O NAS Ranger não impõe qualquer limite artificial ao número de ficheiros. Aponte-o a uma biblioteca de centenas de milhares de ficheiros e analisa tudo, logo na versão de experiência. Se quer o detalhe técnico de como distingue um duplicado verdadeiro de um sósia, veja como encontrar ficheiros duplicados.

Travar os duplicados à porta

Limpar duplicados a posteriori é o caminho difícil. O mais inteligente é não os criar. É esse o papel da eclusa de triagem na importação. Coloca-se entre a sua origem, por exemplo um despejo do telemóvel, um cartão SD ou um disco antigo, e o NAS. Cada ficheiro recebido é comparado com o que já existe, e só os realmente novos são copiados. A sua próxima importação não acrescenta nada à desarrumação que teria de limpar depois.

A limpeza em massa, sem complicações

Para os duplicados que já tem, o NAS Ranger trata-os em massa com uma interface clara. Vê cada grupo de duplicados, o espaço exato recuperável, e atua sobre centenas de ficheiros de uma só vez. Nada é apagado no local. Os duplicados confirmados são movidos para uma reciclagem no NAS, para que possa rever antes de purgar. Se o seu verdadeiro receio é perder ficheiros, eis porque é sem riscos.

O NAS Ranger é a ferramenta que eu procurava para o meu próprio NAS e que não encontrei em lado nenhum. Uma ferramenta rápida e honesta, que não se importa com marcas e que respeita os seus ficheiros como o seu tempo. Experimente grátis, analise o seu NAS, seja ele qual for, e veja exatamente quanto espaço pode recuperar antes de tocar num único ficheiro.

FAQ

Preciso de instalar algo no meu NAS?
Não. O NAS Ranger corre no seu computador, em Windows, macOS ou Linux, e comunica com o NAS através do protocolo padrão SMB. Não há pacote, plug-in ou agente para instalar no NAS, por isso uma atualização de firmware não o pode estragar.
Funciona com qualquer marca de NAS?
Sim. Assenta em SMB e não nas apps do fabricante, por isso funciona da mesma forma em Synology, QNAP, UGREEN, TrueNAS, uma pasta Samba ou quase qualquer outro NAS, e a partir de Windows, macOS ou Linux.
Há um limite de ficheiros?
Não há qualquer limite artificial. O NAS Ranger é escrito em Rust e consome pouca memória. Analisa bibliotecas enormes de centenas de milhares de ficheiros sem engasgar.
Para que serve a eclusa de triagem na importação?
Permite rever os ficheiros recebidos antes de chegarem ao NAS, para copiar apenas os que são realmente novos. Trava os duplicados à porta em vez de os limpar meses depois.